NTCIP 1201 — Objetos globais

Global Object (GO) Definitions · versão vigente v03, mar/2011

A 1201 é a norma que ninguém especifica e todo equipamento tem que implementar. Ela define os objetos comuns a qualquer dispositivo NTCIP — seja um painel, um semáforo ou uma estação meteorológica — como identificação, relógio, registro de eventos e controle de acesso. Um painel implementa a 1203 e a 1201; sem a segunda, o edital que exige «toda a estrutura NTCIP» não está sendo cumprido.

Por que ela importa num edital de PMV. Metade das informações que um centro de controle usa no dia a dia — que módulo falhou, que horas o equipamento acha que são, quem mandou o último comando — não está na 1203, está na 1201. Exigir a 1203 sem a 1201 é pedir o painel sem pedir a identidade, o relógio e o log dele.

Os grupos de objetos

GrupoCobre
globalConfigurationIdentificação do equipamento: a tabela de módulos com fabricante, modelo, versão de firmware e de hardware de cada componente. É o que se lê para conferir se o painel entregue é o que foi vendido
globalTimeManagementRelógio, fuso horário e horário de verão. Um painel com hora errada agenda e registra tudo errado
globalReportRegistro de eventos (event log): o que aconteceu no equipamento, quando, e de que classe. A trilha de auditoria do painel
securityA tabela de nomes de comunidade — o controle de acesso do SNMP. É aqui que se define quem pode ler e quem pode escrever
globalDBManagementGestão do banco de objetos do equipamento — versões e transações de configuração
auxIOv2Entradas e saídas auxiliares — contatos e sinais discretos do equipamento

A tabela de módulos

O objeto mais útil da 1201 no recebimento é a tabela de módulos. Cada componente do equipamento — a controladora, cada módulo de LED, o firmware — declara nela o seu fabricante, modelo e versão. É a fonte da verdade sobre o que o equipamento diz ser, independentemente do que está na etiqueta ou na proposta.

Conferir a tabela de módulos contra a proposta é uma das verificações mais objetivas de um recebimento, e uma das menos feitas. Está no roteiro de Auditar um PMV.

O registro de eventos

O event log da 1201 é o que transforma «o painel apagou ontem à noite» em informação verificável: cada evento tem carimbo de tempo e classe, e fica armazenado no próprio equipamento. Para um contrato com métrica de disponibilidade, é a prova. Vale exigir em edital que o registro exista, que capacidade tenha, e que classes de evento sejam obrigatórias.

Controle de acesso

A 1201 define o controle de acesso do NTCIP por nomes de comunidade — o mecanismo do SNMP que separa quem pode ler de quem pode escrever. É deliberadamente simples, e é o ponto fraco de segurança da família: um equipamento entregue com os nomes de fábrica está aberto a qualquer estação da rede. Especificar que os nomes sejam configuráveis e trocados na entrega é obrigação de quem redige, não detalhe — o tema está em Cláusulas modelo, na cláusula de segurança de acesso.

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